Artigo

Terrorismo e as Repúblicas de Bananas

Escrito por

Luiz Philippe de Orleans e Bragança

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Essa última investida do Foro de São Paulo para aterrorizar e desestabilizar países na América Latina mostra que os países da região são constitucionalmente fracos contra o terrorismo.

Os países latino-americanos ainda não entenderam o que os EUA aprenderam ao longo do século 19 e reforçou ao longo do século 20: todo país precisa de poder dissuasor permanente para dissuadir inimigos externos e internos.

Não é por menos que esse aprendizado não tenha ocorrido. As republicas latino americanas da região criaram uma dinâmica política destruidora de qualquer aprendizado de governos anteriores.

Em contraste tanto os EUA quanto o Canada implementaram uma constituição (em 1789 e 1867 respectivamente) e fizeram relativamente poucos ajustes ao longo do tempo.

Esse longo período de regras estáveis é o que permite aprendizado político e evolução de Estado. E esse processo sempre ultrapassa uma geração.

Na América Latina parece que não houve tempo para o aprendizado e as diversas constituições, de curta duração e fácil alteração, são provas disso.

Quantas constituições os maiores países da América Latina tiveram na sua história? Vamos aos números:

1. Argentina: 3 constituições, 3 grandes reformas
2. Chile: 5
3. Paraguai: 6
4. México: 6
4. Brasil: 7
5. Uruguai: 7
6. Colômbia: 7 constituições, 12 reformas
7. Peru: 12
8. Bolívia: 17
10. Equador: 20
11. Venezuela: 26

A única constituição verdadeira é a que aceita os pilares naturais e formativos das sociedades e faz o máximo possível para protegê-los das ambições de governos ao longo do tempo.

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