Artigo

Agora vai em Cuba?

Escrito por

Luiz Philippe de Orleans e Bragança

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Opinião

Análogo ao que vemos em Cuba esses dias, até hoje todos levantes contra o governo Chaves-Maduro na Venezuela foram suprimidos.

Em um dado momento a oposição na Venezuela chegou a mobilizar 6 milhões de pessoas a se levantarem contra o Maduro. Foram 6 milhões de pessoas em um país que tinha 30 milhões …hoje tem menos graças ao genocídio socialista promovido por lá.

Outro dado é que recentemente outros países relevantes da América Latina reempossaram a esquerda bolivariana: México, Peru e Argentina. No Chile, no Equador e na Colômbia seus governos centristas balançam. Acho que esses se beneficiariam da influência do Brasil se quiséssemos.

O que conhecemos como Foro de São Paulo age como uma espécie de União Soviética comandando as forças da esquerda nos países da região. Para tal efeito transladaram cubanos para reprimir levantes na Venezuela alguns anos atrás e tudo indica que farão o mesmo em sentido reverso agora em Cuba. Ter exercito estrangeiro se passar por exercito nacional era uma praxe comum no antigo bloco comunista.

Portanto o que esperar das manifestações em Cuba? Os cubanos estão organizados para derrubar o governo ou serão reprimidos como foi na Venezuela?

Penso que para se derrotar um governo vigente é necessário mecanismos comuns e aceitos por todos em constituição como eleições livres e transparentes, partidos de oposição, liberdade de imprensa e imprensa isenta, juízes intendentes etc.

Nenhum desses fatores parecem estar presentes em Cuba e na Venezuela: ambos são mestres em criar democracia de fachada…similar ao que vemos que está sendo criada aqui no Brasil.

Por tanto para remover uma ditadura instalada é preciso de muito, mas muito mais mobilização, organização e profundidade de apoio por muito mais tempo. Em outras palavras “uma manifestação só não faz primavera”. Está cedo para dizer se o movimento tem a profundidade necessária.

A queda da ditadura socialista de Cuba seria o equivalente a Queda do Muro de Berlin para nossa região. E espero que nossa geração tenha o testemunho disso.

Toda analise de fatos exclui os fatores fé e esperança. E são esses últimos dois aspectos que eu espero que predominem.

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